Esta página reúne, em gráficos, os grandes números da educação brasileira para mostrar onde o país avançou, onde ainda está para trás e como se compara com o mundo. Cada número vem de uma fonte oficial, como o IBGE, o INEP, o PNUD e a OCDE, e cada gráfico explica como o dado é medido.
01O país como um todo
AnalfabetismoPessoas de 15 anos ou mais que não sabem ler e escrever
Como o analfabetismo é medido
O IBGE pergunta se cada pessoa sabe ler e escrever um bilhete simples
Conta quem tem 15 anos ou mais e responde que não
A taxa é a parte dessas pessoas no total de 15 anos ou mais
Duas pesquisas fazem essa pergunta: a PNAD Contínua, todo ano, com uma amostra de casas, e o Censo, em todas as casas, a cada 10 anos. Escolha qual mostrar:
De onde vêm os dados
Fonte
IBGE · PNAD Contínua
Como coleta
Pesquisa por amostra. Entrevistadores do IBGE visitam cerca de 211 mil domicílios sorteados a cada trimestre, em todos os estados, e um morador responde pelos demais. O questionário de educação é aplicado no 2º trimestre. Os resultados são expandidos para toda a população.
O que mostra
Parcela das pessoas de 15 anos ou mais que dizem não saber ler e escrever um bilhete simples.
Cuidados
Não há teste de leitura: vale o que o morador declara. A PNAD dá taxas menores que o Censo no mesmo ano (5,6% contra 7,0% em 2022), por diferença de método. O questionário de educação não foi a campo em 2020 e 2021.
Recenseadores visitam todos os domicílios do país, em geral a cada 10 anos; o de 2020 foi adiado para 2022. A pergunta sobre saber ler e escrever vai a todos os moradores. O nível de instrução sai do questionário da amostra, aplicado a uma parte dos domicílios.
O que mostra
Parcela das pessoas de 15 anos ou mais que não sabem ler e escrever, de 1900 a 2022.
Cuidados
De 1900 a 2000 os números vêm da série histórica do INEP (Mapa do Analfabetismo, 2003), que padronizou a faixa de 15 anos ou mais. 2010 e 2022 vêm direto do IBGE.
Leis, programas e campanhas indicados pelos números no gráfico, em ordem cronológica.
Fontes: leis e decretos no portal do Planalto e na Câmara dos Deputados, portaria do Ministério da Educação e Saúde (1947) e galeria de presidentes da Presidência da República. Datas conferidas em 04/11/2026.
Escolaridade da população adultaAdultos com ensino fundamental, médio e superior completos
Como a escolaridade é medida
O IBGE pergunta qual o curso mais alto que cada pessoa concluiu
Conta só os adultos de 25 anos ou mais, que em geral já terminaram de estudar
Cada pessoa entra uma vez, no nível mais alto que concluiu
As mesmas duas pesquisas do analfabetismo: a PNAD Contínua, todo ano, e o Censo, a cada 10 anos. Escolha qual mostrar:
De onde vêm os dados
Fonte
IBGE · PNAD Contínua
Como coleta
Pesquisa por amostra. Entrevistadores do IBGE visitam cerca de 211 mil domicílios sorteados a cada trimestre, em todos os estados, e um morador responde pelos demais. O questionário de educação é aplicado no 2º trimestre. Os resultados são expandidos para toda a população.
O que mostra
Parcela das pessoas de 25 anos ou mais segundo o nível mais alto que concluíram: fundamental completo, médio completo ou superior completo. Quem começou uma etapa e não terminou conta na anterior; quem não terminou o fundamental não aparece no gráfico.
Cuidados
O nível é o mais alto que a pessoa declara ter concluído. O questionário de educação não foi a campo em 2020 e 2021.
Recenseadores visitam todos os domicílios do país, em geral a cada 10 anos; o de 2020 foi adiado para 2022. A pergunta sobre saber ler e escrever vai a todos os moradores. O nível de instrução sai do questionário da amostra, aplicado a uma parte dos domicílios.
O que mostra
Parcela das pessoas de 25 anos ou mais segundo o nível mais alto que concluíram: fundamental completo, médio completo ou superior completo.
Cuidados
Em 1991 e 2000 o Censo perguntava anos de estudo, não o curso concluído: de 8 a 10 anos equivalem ao fundamental, de 11 a 14 ao médio, 15 ou mais ao superior. Por isso esses dois pontos não são exatamente comparáveis com 2010 e 2022.
Escolas e professoresQuantas escolas e professores há em cada etapa
Como escolas e professores são contados
Todo ano, cada escola informa ao INEP seus alunos, turmas e professores
É o Censo Escolar: conta todas as escolas, públicas e privadas
Uma escola ou um professor com mais de uma etapa conta em cada uma
Escolha o que mostrar:
De onde vêm os dados
Fonte
INEP · Censo Escolar, na base do IBGE
Como coleta
O Censo Escolar é anual, obrigatório e sem amostra: cada escola registra no Educacenso os seus alunos, turmas e professores. Os números por estado foram tirados da cópia da Sinopse Estatística do INEP que o IBGE mantém no portal Cidades e Estados, e somados para o Brasil.
O que mostra
Quantas escolas oferecem cada etapa e quantos professores dão aula em cada etapa.
Cuidados
Uma escola que oferece duas etapas conta nas duas linhas, e o mesmo vale para o professor: as linhas não podem ser somadas. Ao somar os estados, um professor que dá aula em dois estados conta duas vezes, o que deixa os números de professores cerca de 0,2% acima dos do INEP. Anos em que a base do IBGE tem erro num estado ficam em branco: 2013 nas escolas (Maranhão) e 2015 nos professores (Minas Gerais).
Mestres e doutoresQuantas pessoas concluem mestrado e doutorado por ano
Como os títulos são contados
Cada programa de mestrado e doutorado informa à CAPES quem defendeu a dissertação ou a tese
Soma os cursos acadêmicos e os profissionais
Conta títulos por ano, não pessoas: quem faz mestrado e doutorado aparece duas vezes
CAPES, via MCTI1998–2024Próxima: dados de 2025, sem data anunciada
De onde vêm os dados
Fonte
CAPES, nas tabelas do MCTI
Como coleta
Os programas de mestrado e doutorado informam todo ano à CAPES, na Plataforma Sucupira, quem defendeu dissertação ou tese. O MCTI reúne esses registros em séries históricas.
O que mostra
Quantas pessoas concluíram mestrado e doutorado em cada ano, somando cursos acadêmicos e profissionais.
Cuidados
Soma programas acadêmicos e profissionais. Conta títulos, não pessoas: quem fez mestrado e depois doutorado aparece duas vezes, em anos diferentes. A queda de 2020 e 2021 coincide com a pandemia, que adiou defesas.
Jovens que não estudam nem trabalhamDe 15 a 29 anos, fora da escola e do trabalho
Como esses jovens são contados
O IBGE pergunta se cada jovem de 15 a 29 anos trabalha e se estuda
Entra na conta quem não faz nenhum dos dois
A taxa é a parte desses jovens no total dessa idade
PNAD Contínua2016–2025Próxima: 2026, sai por volta de junho de 2027
De onde vêm os dados
Fonte
IBGE · PNAD Contínua
Como coleta
Pesquisa por amostra. Entrevistadores do IBGE visitam cerca de 211 mil domicílios sorteados a cada trimestre, em todos os estados, e um morador responde pelos demais. O questionário de educação é aplicado no 2º trimestre. Os resultados são expandidos para toda a população.
O que mostra
Parcela dos jovens de 15 a 29 anos que, na semana da entrevista, não trabalhavam nem frequentavam escola, faculdade ou cursinho.
Cuidados
Inclui quem procura emprego e quem cuida da casa ou de parentes. Desde 2019 o curso normal (magistério) também conta como estudar, o que causa uma pequena quebra na série. O questionário de educação não foi a campo em 2020 e 2021.
IDH-EducaçãoO Brasil comparado ao mundo e a sete países pelo índice de educação da ONU
Como o índice é calculado
Quantos anos uma criança que entra hoje na escola deve estudar
Quantos anos, em média, os adultos de 25 anos ou mais estudaram
O PNUD junta os dois numa nota de 0 a 1: quanto mais perto de 1, mais estudo
PNUD, Relatório de Desenvolvimento Humano1990–2023Próximo: relatório de 2026, ainda sem data
De onde vêm os dados
Fonte
PNUD, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento · Relatório de Desenvolvimento Humano 2025
Como coleta
O PNUD não faz pesquisa própria. Para cada país, junta os anos médios de estudo dos adultos de 25 anos ou mais, tirados de censos e pesquisas domiciliares compilados pela UNESCO, e os anos esperados de estudo de uma criança que entra hoje na escola, calculados com as matrículas por idade. A série inteira é recalculada a cada relatório.
O que mostra
O índice de educação, um dos três pedaços do IDH, ao lado de saúde e renda. É a média de duas notas: anos esperados de estudo divididos por 18 e anos médios de estudo divididos por 15. Vai de 0 a 1. O mundo é a média ponderada pela população. O PNUD não separa a Inglaterra: a linha é do Reino Unido inteiro.
Cuidados
Mede quanto se estuda, não quanto se aprende. Os anos médios de estudo do Brasil pelo PNUD (8,4 em 2023) ficam abaixo da média calculada pelo IBGE, porque a fonte e a forma de contar são diferentes. O relatório de 2025 vai até 2023; o de 2026 ainda não saiu.
PISANotas do Brasil e de outros países em leitura, matemática e ciências
Como o PISA é medido
Uma prova no computador, para alunos de 15 anos
A mesma prova em dezenas de países, a cada 3 ou 4 anos
Quanto maior a nota, mais o aluno sabe usar o que aprendeu
Comparar com:
De onde vêm os dados
Fonte
OCDE, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico · PISA, o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes
Como coleta
Uma prova feita no computador por uma amostra de alunos de 15 anos, sorteados em escolas públicas e privadas de cada país. No Brasil, o INEP aplica a prova; em 2025, cerca de 30 mil alunos fizeram o teste. Os alunos também respondem a um questionário sobre a vida escolar.
O que mostra
A nota média dos alunos de 15 anos do Brasil e de sete países, em leitura, matemática e ciências, numa escala em que a média da OCDE ficou perto de 500 pontos quando cada área começou a ser medida. A linha da OCDE é a média dos 23 países que têm dados em todas as edições, para poder comparar no tempo; a média de todos os 38 países em 2025 é um pouco menor. O Reino Unido aparece inteiro, porque a OCDE não separa a Inglaterra.
Cuidados
Só valem as comparações que a OCDE considera possíveis: leitura desde 2000, matemática desde 2003 e ciências desde 2006. A edição de 2021 foi adiada para 2022 por causa da pandemia. A OCDE não publica um ranking oficial entre os países. Faltam pontos onde o país não participou ou a OCDE não considerou o dado válido, como a Argentina em 2015.